Sentir-se magoado é algo inerente ao ser humano. Mágoas que se carregam ao longo da vida, como um imenso e pesado fardo, quase sem solução, sem saída. “Alguém ma magoou, então essa mágoa faz parte de mim, para sempre”. É esse o pensamento que acompanha as mágoas, os ressentimentos e as dores que advêm deles. A mágoa dói, dói, dói e dói demais. Porém, dói no peito do magoado e não no peito do magoador.
O que é a mágoa, então? E´ quando alguém nos maltrata, agride, critica, trai, abandona, despreza, fala mal, ou simplesmente, não concorda com o nosso ponto de vista ou jeito de ser. É quando alguém a quem damos importância, não nos aceita como realmente somos. Nós assumimos a dor, como se fosse culpa nossa o outro não nos aceitar. Ou, pior ainda, como se fosse obrigação do outro, fazer o que queremos que façam.
Existem vários níveis de mágoas. Algumas pequenas, como por exemplo, algum amigo esquecer o nosso aniversário, outras maiores, como sermos preteridos. Há também aquelas mais graves, como traição, abandono e rejeição.
Quem entende mesmo de mágoa, é a pessoa magoada. Quem a magoou, talvez não tenha nem idéia disso, pois provavelmente não teve intenção de machucar. A mágoa, portanto é a conotação que damos às atitudes dos outros em relação a nós.
Quando alguém consegue se livrar da mágoa, provavelmente se sente aliviado. O causador nem precisa saber. Aliás, não faz diferença para ele. Não muda nada, pois ele nem sabia dessa mágoa.
Então, a melhor maneira de se lidar com a mágoa é livrar-se dela, pois quem consegue fazer isso é que é o beneficiado.
Como? Ah!!! Eis a grande questão. Grande, porém simples. Basta desenvolver em nós a compreensão de que o outro teve uma intenção positiva quando fez o que fez, da maneira que fez. E que provavelmente não sabia fazer melhor, caso contrário, teria feito.
É entender que a pessoa que nos magoou achava que estava certa naquele momento e sua intenção era para si mesma e não para nós. Se ela soubesse que iria nos magoar, talvez tivesse agido de outra forma. Compreender também que ela usou suas capacidades, até onde elas chegaram, isto é, esbarrou nas suas limitações.
É aceitar que todos somos individualidades distintas, pessoas diferentes. seres humanos, sujeitos a erros, falhas e enganos.
É admitir que amamos, vibramos, sofremos, temos raiva e que odiamos também. Erramos, para podermos aprender. Que o erro é um grande professor e as falhas, grandes lições.
É admitir que não existe perfeição, e que se existisse, não seria para nós, ainda, pois estamos aqui, vivendo esta nossa vida, certamente com alguma finalidade, que talvez seja a de aprendermos a lidar melhor com o ser humano. Ou talvez, até, quem sabe……. amar o próximo como a si mesmo…….
Madalena Junqueira – PNL, Coaching e Hipnose - madalena@institutovialux.com.br
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ISSO É LINDO EU ADOREI
Por: MARIA DE FATIMA SARILHO em 27/05/2010
às 4:58 pm
Madalena, Adorei. Concordo plenamente. Depois que eu esqueci as mágoas estou me sentindo muitíssimo melhor. Obrigada pelas belíssimas palavras. Beijos.
Por: Maria de Fátima Sarilho em 18/06/2010
às 10:33 pm
Obrigada pelas sabias palavras! Me confortou muito e principalmente me fez mensurar os sentimentos.
Por: Mara em 27/05/2011
às 5:48 am
Olá Dra. Madalena adorei seu texto. Me fez refletir bastante a respeito.
Há muito tempo carrego comigo esse problema. Que inexperiência ! Quanto tempo perdido ! Mas nunca é tarde pra recomeçar, né ??? Obrigado ! …Um grande e fraterno abraço!
Por: José em 21/03/2012
às 12:47 pm
Olá José. Não se critique e nem lamente o que passou. Você fez o que sabia fazer no momento. Sim, sempre é tempo para recomeçar e extrair aprendizados das experiências passadas. Grande abraço pra voce também.
Por: institutovialux em 13/05/2012
às 8:27 pm